sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Lideranças indígenas recebidas no Ministério

Quinta, 01 Dezembro 2016 16:30
Paulenir Constâncio/ Ascom/MMA
Indígenas em audiência no MMA
Ibama intensificará fiscalização para combater garimpos ilegais nas terras dos Munduruku, na região do rio Tapajós. 

PAULENIR CONSTÂNCIO
Cerca de 20 lideranças indígenas da etnia Munduruku, do Tapajós no estado do Pará, foram recebidas nesta quinta-feira (1º/12) no auditório do Ministério do Meio Ambiente. Elas protocolaram documento com um conjunto de reivindicações e denúncias, principalmente no que diz respeito a licenciamento, aos garimpos ilegais ao longo rio, à gestão de unidades de conservação e à construção de hidrelétricas em suas terras e no entorno.



A audiência, realizada a pedido do Conselho Indigenista Missionário (Cime), foi mediada pela secretária de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Juliana Simões. Participaram da mesa a presidente do Ibama, Suely Araújo, o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo, a coordenadora de Licenciamento Ambiental da Funai, Maria Janete Carvalho, e o coordenador de Gestão de Conflitos Territoriais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marcelo Cavallini.



TAPAJÓS
Suely Araújo foi questionada pelas lideranças a respeito do licenciamento para a usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós. De acordo com ela “não há nenhum pedido de licenciamento atualmente em tramitação envolvendo a terra indígena dos Munduruku”.  Segundo explicou, o Estudo de Impacto Ambiental apresentado pelos empreendedores foi arquivado por contrariar parecer da Funai. Além disso, não apresentava requisitos técnicos mínimos sequer para ser analisado. “A empresa entrou com recurso, que também foi indeferido e o processo mantido arquivado”, explicou Suely.



Juliana Simões esclareceu que a posição do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, é a de que “sempre que algum empreendimento for em terras indígenas, o Ministério do Meio Ambiente estará do lado dos indígenas”.  Segundo ela a pasta reforça o papel dos dois principais instrumentos de política ambiental que são as unidades de conservação e as terras indígenas. A secretária defendeu a gestão compartilhada em casos em que os territórios forem sobrepostos, como o da Flona Itaituba II, que engloba território dos Munduruku.  “Com parceria e sempre ouvindo as comunidades indígenas envolvidas, como prevê a PNGATI [Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas]”, afirmou.



Já quanto à fiscalização dos garimpos ilegais, coube a Luciano Evaristo esclarecer que o órgão se posiciona contrário a qualquer tipo de exploração garimpeira em terras indígenas, em unidades de conservação e em seu entorno. “Temos parceria com várias etnias que identificam a presença de garimpeiros e nos avisam. Já extinguimos a atividade várias delas.  Estamos nos comprometendo a combater essa atividade em parceria também com os Munduruku”, disse.  Segundo ele, o Ibama está, neste momento, reprimindo atividades de garimpo ilegal no Mato Grosso e “o próximo território a ser fiscalizado será o dos Munduruku”, garantiu.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227

Brasil defende integração na biodiversidade


Quinta, 01 Dezembro 2016 20:00



Luciano Malanski/ Acervo Arpa
Arpa: ações em evidência na COP
Sarney Filho representa o país na conferência mundial que tem o objetivo de avançar nas metas internacionais de proteção dos ecossistemas.

LUCAS TOLENTINO



O mundo definirá os próximos passos para a conservação dos ecossistemas e animais que habitam o planeta. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, representará o Brasil nesta sexta-feira (2/12) na abertura do segmento de Alto Nível da 13ª Conferência das Partes (COP 13) sobre diversidade biológica, na cidade mexicana de Cancun. O país defenderá, entre outros pontos, a integração das medidas de proteção da biodiversidade com o setor produtivo.



Mais de 100 ministros de Estado e 10 mil representantes dos setores públicos e privados e da sociedade civil de todo o mundo participarão da Cúpula para fortalecer a conservação e o uso sustentável dos ecossistemas. A pauta inclui questões ligadas ao progresso na implantação do Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020 e às Metas de Aichi, um conjunto de objetivos para reduzir a perda da biodiversidade a nível mundial.



O segmento de Alto Nível produzirá uma declaração conjunta dos ministros e um relatório para a presidência mexicana da COP 13, que conduzirá as negociações ao longo das próximas duas semanas. Os trabalhos se concentrarão em planos e políticas nos setores de agricultura, silvicultura, pesca e turismo, além de medidas para evitar os impactos negativos e promover melhorias nessas atividades.

BRASIL

Detentor de uma das maiores biodiversidades do planeta, o Brasil desempenhará papel central na Cúpula. Com a mais rica flora do mundo, o país reúne mais de 15% do total de espécies globais e defenderá metas de peso para garantir a conservação dentro e fora do território nacional. Os temas prioritários para o Brasil incluem proteção florestal, planejamento espacial marinho, ecoturismo, agricultura sustentável e segurança alimentar.

Os resultados brasileiros na agenda serão divulgados em stand do país na COP 13 e em reuniões e debates programados ao longo da Conferência. No próximo dia 5, o MMA apresentará os 15 anos do Projeto Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e o papel das unidades de conservação e dos corredores ecológicos na conservação da biodiversidade da América Latina. O Brasil também deverá participar do lançamento, pelo governo mexicano, das Diretrizes Voluntárias sobre Políticas Agroambientais na América Latina e Caribe.

A COP 13

A Conferência das Partes (COP) é o principal órgão da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD, na sigla em inglês) das Nações Unidas. A cada dois anos, os países signatários reúnem-se sob a COP para firmar pactos e analisar o andamento das metas firmadas anteriormente. A presidência mexicana da 13ª edição da Cúpula, em Cancun, definiu o tema “Integração da Biodiversidade para o Bem-estar” para orientar as negociações. Os principais itens da pauta serão:

- Avanço na implementação do Plano Estratégico para Biodiversidade 2011-2020 e das Metas de Aichi;

- Inclusão da biodiversidade nos setores econômicos;

- Financiamento e meios de implementação de medidas;

- Cooperação com outras convenções e organismos internacionais;

- Acompanhar o Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança, adotado em 2000;

- Acompanhar o Protocolo de Nagoya sobre Acesso a Recursos Genéticos e Repartição de Benefícios, adotado em 2010.



Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227/ 1311/ 1437

Peça às gigantes do fast-food que mantenham os frangos criados em gaiolas fora de seus cardápios


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Olá, Flavia
Desde a última vez que lhe escrevemos, mais de 100.000 pessoas ao redor do mundo assinaram nossa petição pedindo que redes de fast-food não utilizem carne de frangos criados nos cruéis sistemas de gaiolas.

Frangos criados em gaiolas nascem para sofrer. Antes de se tornarem carne no prato, eles passam suas vidas curtas e miseráveis em espaços superlotados e sujos.


Inclua seu nome em nossa petição e ajude a melhorar as vidas de milhões de animais. Clique no botão abaixo e assine.

botao_assine_peticao.jpgSua ajuda é urgentemente necessária

Com a força da sua voz como apoio, estamos pedindo ao Burger King, Pizza Hut, Domino's, Starbucks, Nando's, KFC e Subway que se comprometam a não oferecer carne de animais que foram criados nesse sistema.

Precisamos do máximo de assinaturas possíveis para mostrar a eles que as pessoas estão mudando pelos frangos. Quanto mais pessoas como você levantarem suas vozes, mais alto podemos gritar pelo bem-estar desses animais sensíveis que não podem falar por si mesmos.

Juntos, podemos ser a geração que melhorará a vida de bilhões de frangos. A hora é agora e queremos que você seja parte desse movimento.

O McDonald’s já se comprometeu a não utilizar sistemas de gaiolas em sua cadeia de fornecedores. Vamos pedir que outras gigantes do fast-food façam o mesmo.

Assine agora nossa petição. Está na hora de acabar com o sofrimento secreto dos frangos.
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Obrigado por seu apoio.

Um grande abraço,

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Jonty Whittleton
Diretor de Campanhas de Animais de Fazenda, Proteção Animal Mundial#MudePelosFrangos

Desmatamento na Amazônia Brasileira em 2016: prenúncio de um retrocesso?



No dia 29 de novembro o Governo divulgou os dados preliminares do desmatamento de 2016. A taxa foi de 7.989 km2, o que representa um aumento de 29% em relação ao ano passado.O Brasil tem muito o que perder com isto, não só do ponto de vista ambiental, mas também do ponto de vista político e econômico. Tal aumento não pode se tornar corriqueiro, nem ameaçar os grandes avanços ambientais do país nos últimos anos. É necessário que a sociedade como um todo aja para questionar este aumento e demandar, direta e indiretamente o cumprimento da legislação ambiental, bem como uma produção mais sustentável.

Este não é o primeiro repique no desmatamento. Em janeiro de 2014, o IPAM, em colaboração com o IMAZON e o Instituto Socioambiental (ISA), publicou uma nota técnica alertando para o fato de que o aumento de 28% na taxa de desmatamento na Amazônia brasileira em 2013[1] (5.891 km2) poderia ensejar um descontrole crescente da destruição florestal na região nos anos seguintes. Infelizmente, tal prognóstico se confirmou. A taxa de 2015 atingiu 6.207 km2 e a de 2016, recém anunciada pelo INPE, alcançou 7.989 km2 (Figura 1). Esse valor é o maior desde 2008, quando o desmatamento atingiu 12.911 km2.



Naquele ano, drásticas medidas foram tomadas pelo governo, entre elas a criação da Lista de Municípios Prioritários da Amazônia, seguido do bloqueio ao crédito para produtores daquelas regiões. O recente aumento de 29% na taxa de 2016 em relação ao ano anterior não deixa dúvidas de que a tendência de redução, observada a partir de 2005, foi definitivamente revertida (Figura 1).

Figura 1: Taxa anual de Desmatamento na Amazônia Brasileira entre 2006 e 2016. O gráfico também mostra a área que poderia ser desmatada em 2020 para que o Brasil cumpra a meta de redução de  80% no desmatamento no bioma Amazônico (Decreto 7.390/2010). Baseado no desmatamento de 2016, o Brasil deve reduzir o desmatamento pela metade nos próximos anos. (Dados: PRODES/INPE, PPCDAM, MMA. Produção: IPAM).


 O velho padrão de desmatamento se repetiu neste último anúncio divulgado pelo INPE: Pará, Mato Grosso e Rondônia seguem como os principais estados que perderam cobertura florestal. Juntos, eles são responsáveis por 75% de todo o desmatamento medido pelo PRODES.  A surpresa, contudo, ficou por conta do estado do Amazonas, detentor de imensas florestas preservadas. Desde 2014 as taxas de desmatamento nesse estado vêm subindo, e em 2016 totalizaram mais de 100% de aumento acumulado.


A triste mensagem que o Brasil passa ao mundo com esta taxa assustadora de 2016 é que o seu ímpeto de controlar o desmatamento pode estar se enfraquecendo. O país já foi considerado o quarto maior emissor de gases estufa do mundo em 2007, em função das emissões oriundas da destruição florestal na Amazônia. É um passado para o qual não podemos em hipótese alguma retornar.


 A partir de hoje, o IPAM lançará uma série de documentos e notas técnicas para destrinchar os motivos deste aumento na taxa de desmatamento da Amazônia. Quais as suas possíveis causas? O que pode ser feito para reverter este quadro de destruição? Não deixe de conferir em nosso site www.ipam.org.br.


A nota na íntegra você confere em: http://ipam.org.br/desmatamento-na-amazonia-brasileira-em-2016-prenuncio-de-um-retrocesso/

Mais informações para a imprensa:

Karinna Matozinhos, kamatozinhos@gmail.com, (61) 2109-4150

Dia do Tamanduá.


O Dia Mundial do Tamanduá é uma ação para sensibilizar as pessoas sobre os tamanduás e os desafios para a sobrevivência das espécies na natureza. É um evento anual para relembrar a importância da conservação de tamanduás. Organizações sem fins lucrativos, entidades oficiais, escolas, empresas e as pessoas, que atuam para conservação de uma ou mais espécies de tamanduá, podem entrar em contato para fazer parte da organização de algum evento local.


 

Adicione o seu evento! Você pode:
- Realizar uma palestra sobre tamanduás para a comunidade
- Fazer uma exposição de fotos de tamanduás na cidade
- Atrair visitantes para o recinto do tamanduá no Zoo
- Organizar uma mostra de vídeos de tamanduás
- Contar uma história sobre tamanduás para crianças
- Levar para crianças desenhos de tamanduás para colorir

Se você faz parte de uma organização, escola ou zoológico e quer organizar um evento local, envie para aliancatamandua@gmail.com com os seguintes dados: (1) Nome da Instituição, (2) Nome do coordenador do evento e (3) Descrição do event.


Registre tudo que fizer em fotos e envie para que possamos salvar nos arquivos do 'Dia'! Junte-se a nós e faça com que esse dia seja um momento de comemoração e reflexão sobre os tamanduás.



Nomes comuns: tamanduaí, tamanduá-anão, tamanduá-seda.



 
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Biologia: é o menor dos tamanduás, A coloração de sua pelagem varia conforme sua distribuição geográfica, de dourado até um cinza prateado com uma faixa dorsal de coloração amarronzada. A cauda é comprida e preênsil, com a região posterior desprovida de pêlos.


Possuem olhos pequenos e negros, orelhas pequenas, um focinho que termina em uma boca pequena, com uma língua delgada e comprida. É o mais noturno e mais arborícola dos tamanduás. Diferente das outras espécies de tamanduás, nesta espécie o macho também auxilia nos cuidados com a cria. Sua alimentação é predominantemente composta por formigas arborícola.  


Ameaças: As populações silvestres são afetadas principalmente pela redução de seu hábitat. 


Nomes comuns: tamanduá mirim, tamanduá de colete, mambira, coleteiro, tamanduá do sul.

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Biologia: O tamanduá-mirim mede entre 55 e 62 cm, com uma cauda de 40 a 67 cm e pesa em torno de 7 kg. Sua pelagem varia de acordo com a distribuição geográfica, sendo dourado ou de uma coloração ocre no noroeste de sua distribuição, dourado com um colete preto (completo ou parcial) no sudeste e pelagem negra ou marrom escura em algumas localidades.

Tamandua é predominantemente arborícola, mas também pode deslocar-se, alimentar-se e descansar no solo. Pode ser ativo durante o dia, ao entardecer ou à noite. É um animal de hábito solitário, exceto durante o período reprodutivo e o cuidado parental, onde a mãe carrega o filhote nas costas por vários meses, às vezes levando um ano até que o juvenil passe a ser independente. Geralmente nasce apenas um filhote por gestação e esta dura cerca de 160 dias. A dieta desta espécie é predominantemente composta por formigas e cupins e a proporção entre o consumo destes parece variar conforme a região, a época do ano e a disponibilidade de presas.



Ameaças: As maiores ameaças a esta espécie são a perda de hábitat (causada principalmente pela ocupação de extensas áreas com atividades agropecuárias), as queimadas, os atropelamentos e a caça. Além disso, o ataque de cães é bastante comum em toda a área de ocorrência da espécie.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Encontro debate caça dentro de Unidades de Conservação de Uso Sustentável


Por Vandré Fonseca
Onça-pintada resgatada pelo Ibama no Amazonas: mães são abatidas por caçadores, mas filhotes muitas vezes são capturados e criados em cativeiro. Foto: Daniel Garcia Neto
Onça-pintada resgatada pelo Ibama no Amazonas: mães são abatidas por caçadores, 
mas filhotes muitas vezes são capturados e criados em cativeiro. Foto: Daniel Garcia Neto


Manaus, AM - Um grupo de articulação organizado em Manaus (AM) discute um parecer favorável a regulamentação da caça manejada em Unidades de Conservação de Uso Sustentável. O argumento é que apesar da restrição legal, animais são abatidos sem qualquer controle, em especial na região Amazônica, para alimentar populações locais ou mesmo para a venda nas cidades. A atividade ilegal é uma ameaça a sobrevivência de espécies.


“Não temos dados, mas uma vez que a caça ocorre de forma descontrolada e sem nenhum tipo de monitoramento, o impacto deve ser negativo”, afirma o diretor da WCS Brasil, Carlos Durigan. Em outubro, um estudo publicado na Royal Society Open Society apontou os 300 animais mais ameaçados pela caça no mundo, entre eles estão espécies da Amazônia. Apesar da proibição da caça comercial no país, de acordo com o estudo, por ano quase 90 mil toneladas de carne de caça, o equivalente a US$ 200 milhões, saem irregularmente da amazônia brasileira.


Entre os alvos da espingarda, está a onça-pintada. Embora não seja visada para a alimentação ou tenha outro uso é abatida porque ser considerada perigosa pelos moradores do interior. Outro exemplo é o macaco uacari-preto, caçado para alimentação e que figura entre as espécies ameaçadas de extinção. De acordo com Durigan, qualquer tipo de pressão sobre essa espécie pode ter grande impacto.


Encontro debate caça
As discussões começaram a partir de um encontro realizado nos dias 9 e 10 de novembro, em Manaus. Durante o evento, foram levantadas questões em relação à legislação e a viabilidade de se criar um modelo para a caça monitorada, a ser testado. Entre os pontos apresentados estão pareceres do Instituto Chico Mendes contrários ao abate de animais em unidades de conservação. Mas principalmente, foram apresentadas dúvidas.


Na palestra "Bases Legais e Normativas da Caça", o biólogo Rogério Fonseca, professor da Universidade Federal do Amazonas, destacou não existir nenhuma definição legal de “caça de subsistência”. A lei abre exceção para o abate de animais silvestres para saciar a fome, segundo professor, o que pode ser interpretado de maneira diversa. Ele lembrou também que existem leis que defendem a manutenção do modo de vida de populações tradicionais e permitem aos índios caçar.


De acordo com Durigan, as discussões levaram à conclusão que existe base legal para a caça manejada, mas é preciso desenvolver um modelo, que deve ser monitorado. “A caça está acontecendo de qualquer forma mesmo sem regulamentação”, alerta o diretor da WCS. “A fiscalização é falha, então a gente precisa construir acordos locais e monitorar. A gente precisa definir que espécies podem ser caçadas e quais não, por exemplo, por serem ameaçadas, raras ou mais sensíveis”.

Apesar de ameaçados, tubarões e raias são consumidos no Brasil


Por ​((o))eco*
Sphyrna lewini. Foto Rodrigo Machado/Fundação Grupo Boticário.
Sphyrna lewini. Foto Rodrigo Machado/Fundação Grupo Boticário.


Embora em declínio e ameaçados de desaparecer da costa brasileira, tubarões e raias são comercializadas livremente em supermercados, feiras e peixarias com o genérico nome de cação. Mais de 16 espécies desses animais foram encontradas em pontos de venda do Sul do país, região que possui uma das maiores indústrias pesqueiras do Brasil. O alerta é de Victor Hugo Valiati, pesquisador da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).


Valiati coordenou um grupo que avaliou 15 pontos de venda em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, entre 2012 e 2013 e identificou a diversidade de espécies sob o nome de cação. Chamou atenção do grupo a comercialização da raia-viola (Squatina occulta), considerada criticamente ameaçada e o tubarão-martelo-entalhado (Sphyrna lewini), classificado como vulnerável pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, na sigla em inglês) e apontado como o mais pescado no Brasil. Na pesquisa, ele ocupa o primeiro lugar, aparecendo em 23% das amostras. A segunda espécie mais presente é o tubarão-azul (Prionace glauca), com 13% de presença.


Identificação
A identificação das espécies só foi possível porque os pesquisadores utilizaram uma ferramenta denominada “código de barras de DNA”, que permite distinguir qual espécie se trata a partir das informações contidas no material genético da amostra. O uso da ferramenta é necessário porque é comum os pescadores jogarem fora partes que poderiam identificar os animais, como cabeça e barbatanas, uma estratégia para fugir da fiscalização, já que a comercialização de espécie presente na lista vermelha de espécie ameaçada é proibida pela lei de crimes ambientais.


“Com essa tecnologia em mãos é possível, com apenas uma pequena amostra do animal, ou mesmo um fragmento do filé de pescado comercializado, identificar rapidamente de qual espécie se trata”, afirma Victor Hugo Valiati, cujo trabalho tem apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.


De acordo com a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes, a iniciativa “faz com que os olhares se voltem para uma questão que pouco tem sido discutida, mas que poderá ter grande impacto no equilíbrio do ambiente marinho: a redução drástica das populações de tubarões e raias”.

*Com informações da Fundação Grupo Boticário


Amazônia: novos números mostram que desmatamento aumentou 29%


Por ((o))eco
Grileiros transformam floresta em pastagens no Pará. Foto: Ascom Ibama/Arquivo.
Grileiros transformam floresta em pastagens no Pará. Foto: Ascom Ibama/Arquivo.


A Amazônia perdeu 7.989 quilômetros quadrados (km²) entre agosto de 2015 a julho de 2016. Esse é o pior ano no desmatamento na Amazônia desde 2008, quando 12.911 km² de floresta desapareceram no maior bioma do país. A notícia foi divulgada na tarde desta terça-feira (29) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), responsável pelo monitoramento oficial da Amazônia.


O aumento no desmatamento foi de 29% comparado com o mesmo período do ano passado. A área de floresta perdida em 12 meses equivale a cinco cidades de São Paulo. Os dados divulgados hoje ainda são preliminares. O número consolidado deve ser divulgado em meados de 2017 e pode ser 10% maior ou menor.


Estados
Em números absolutos, o aumento do desmatamento está concentrada em três estados: Pará, com 3.025 km², seguido de Mato Grosso, com 1.508 km², e Rondônia, com 1.394 km². Levando em conta a variação da área desmatada entre 2015 e 2016, os estados com piores resultados foram o Amazonas, Acre, Pará e Tocantins. Eles aumentaram o ritmo de destruição de suas florestas em 54%, 47%, 41% e 40%, respectivamente.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Uso do carvão enraíza a pobreza

22/11/2016


Por Lyndal Rowlands, da IPS – 
Nações Unidas, 22/11/2016 – Os danos causados à população mais pobre do mundo pela energia gerada a partir do carvão é maior do que a ajuda que proporciona. E isso sem contar os efeitos devastadores da mudança climática, destaca um informe publicado por 12 organizações internacionais de desenvolvimento.



Apesar dos compromissos assumidos no Acordo de Paris sobre mudança climática, a temperatura global média pode aumentar em dois graus Celsius com a construção de apenas um terço das centrais a carvão previstas, afirma o estudo. E alerta que, além disso, “se o mundo ultrapassar o limite, as consequências serão desastrosas para a luta global contra a pobreza.



O informe Beyond Coal: Scaling up Clean Energy to Fight Poverty (Além do Carvão: Aumentando a Energia Limpa Para Lutar Contra a Pobreza) foi publicado por Instituto de Desenvolvimento Exterior (ODI), Cafod, Christian Aid e outras nove organizações antes da 22ª Conferência das Partes (COP 22)da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, realizada entre os dias 7 e 18 deste mês, em Marrakesh, no Marrocos.



Ilmi Granoff, um dos autores do documento, opinou à IPS que o carvão “enraíza a pobreza”, em contraposição ao discurso da indústria, de que os combustíveis fósseis contribuem para o crescimento econômico. Mas reconheceu que o fechamento de algumas usinas a carvão causou certas dificuldades econômicas, embora destacando que a pesquisa concluiu que, no geral, as energias renováveis geram “mais emprego por unidade”.



“A própria Associação Mundial do Carvão estima que a indústria emprega sete milhões  de pessoas no mundo”, apontou Granoff, e pouco menos de 9,4 milhões  já trabalham na cadeia de fornecimento de energia renovável.Segundo o especialista, “é importante reconhecer que reduzir o uso do carvão tem um impacto no emprego, porque em alguns lugares as pessoas dependem dessa indústria e é necessária uma transição justa. E, quanto às perspectivas futuras, a energia renovável oferece melhores oportunidades de emprego: mais trabalho e mais qualidade em escala global”.



Terminal portuário da companhia carbonífera Prodeco, na cidade caribenha de Santa Marta. Foto: Juan Manuel Barrero/IPS
Terminal portuário da companhia carbonífera Prodeco, na cidade caribenha de Santa Marta. Foto: Juan Manuel Barrero/IPS

Além disso, os argumentos de que o carvão pode ajudar as pessoas mais pobres a terem acesso a energia não tem sentido, destacou Granoff. O informe também conclui que as fontes alternativas já podem cumprir as “necessidades específicas de lutar contra a extrema pobreza e a pobreza energética”, acrescentou. Também lembrou que o carvão assenta a pobreza, ao causar problemas de saúde, como asma e ataques cardíacos.


“Estima-se que uma usina de apenas um gigawatt causou 26 mil mortes prematuras na Indonésia enquanto esteve operacional”, disse Granoff. Além disso, destacou a importância de se reconhecer as consequências negativas de longo prazo que o carvão terá, especialmente para as pessoas e os países mais pobres, pois contribuem para o aquecimento global.


O impacto da mudança climática nos países em desenvolvimento e nas pessoas mais pobres foi um dos temas centrais em debates da Organização das Nações Unidas (ONU), como a COP 22, em Marrakesh. As nações em desenvolvimento argumentam que os países mais ricos têm a responsabilidade de limitar as consequências do aquecimento planetário nos Estados mais pobres, onde, por outro lado, o impacto será desproporcionalmente maior, pois a variabilidade climática é imprevisível e grave, e isso apesar de terem contribuído muito pouco nas emissões contaminantes que causam o fenômeno.


E essa é precisamente uma das razões mais importantes para que os países mais ricos comecem o processo de fechamento das usinas geradoras de energia movidas a carvão, pontuou Granoff. Em geral, a tendência é a redução dessa fonte de energia em muitas nações ricas, mas se mantém em países como Austrália e Estados Unidos. E, na verdade, o presidente eleito norte-americano, Donald Trump, baseou sua campanha em várias políticas favoráveis ao uso do carvão, com o argumento de que a “agenda ambiental radical” de Barack Obama matava o emprego e prejudicava a economia.


É certo que muitas das centrais a carvão estão na Ásia, especialmente em grandes centros consumidores como China e Índia, e a mudança climática e a contaminação aérea obrigou esses países a reavaliar sua dependência dessa fonte de energia. Granoff informou que o governo da China revisa a construção de algumas das novas usinas movidas a carvão.



Envolverde/IPS

El mamífero más traficado del mundo que pocos conocen

Pangolín

  • 6 febrero 2015

Quizá nunca hayas oído hablar de él: se lo conoce vulgarmente con el nombre de pangolín y tiene una lengua tan larga como su cuerpo. Además, es el mamífero más traficado del mundo y está en peligro de extinción.


En la entrada de un edificio gubernamental de Vietnam, cerca de la frontera con China, un joven ecologista llamado Nguyen Van Thai abre una caja de madera con un machete.
Saca cuatro bolsas plásticas que deja en el piso.


En cada bolsa hay una pelota pequeña, pesada y con escamas de un color negruzco.
Lentamente –y con mucho, mucho cuidado– una de estas pelotas comienza a desenrollarse dejando en evidencia dos ojos oscuros, una trompa larga, una cola aún más larga y un vientre suave y rosado.


Lea: Capturan tigres y pangolines que eran contrabandeados
Pangolín
Es un pangolín, el único mamífero cubierto de escamas que se blinda como una pelota cuando se siente amenazado por sus depredadores.


En un año consume siete millones de hormigas y termitas con su extensísima lengua. No tiene dientes: acumula piedras en su estómago para triturar la comida.


La razón por la cual muchos de nosotros nunca oímos hablar de este animal es que rara vez sobrevive en cautiverio.
 Pangolín
Sólo seis zoológicos en el mundo tienen uno.

Además, es el mamífero que más se comercializa de forma ilegal en el mundo: cerca de 100.000 pangolines al año son capturados y enviados a China y Vietnam.
En esos países su carne es considerada una delicatesen. Creen que sus escamas tienen propiedades medicinales mágicas.


Ya no quedan ejemplares en el sudeste asiático, y ahora se están reduciendo drásticamente las poblaciones de este mamífero en África.


Todas las ocho especies de pangolines están al borde de la extinción.


Lea también: 5 especies animales amenazadas por el tráfico ilegal en América Latina

Vivos o muertos

Los cuatro pangolines de la caja de Nguyen Van Thai fueron confiscados por el Departamento de Protección Forestal de Vietnam, de manos de dos traficantes a los que atraparon cuando se dirigían en moto hacia china.

 Pangolín
Nguyen, quien dirige la organización sin fines de lucro Save Vietnam's Wildlife, planea llevarlos a un centro de rescate en el Parque Nacional Cuc Phuong al sur de la capital, Hanoi.

Mientras viajamos hacia el sur, me cuenta cómo los pangolines –muy comunes durante su infancia– desaparecieron de los bosques vietnamitas, y cómo se los llevan en bote o en camión hacia países como Indonesia o Malasia.


Los llevan de a toneladas, vivos o muertos, frescos o congelados, destripados y sin la piel.
Los vivos son los más valiosos. Antes de venderlos los traficantes suelen rellenar sus estómagos con piedras o almidón para aumentar su peso.

US$1.500 por un kilo

En el centro vemos cómo salen de su madriguera cuando cae la noche y empiezo a entender por qué quienes trabajan con ellos los encuentran adorables.

Parecen alcachofas (o alcauciles, como le dicen en algunos países) con patas.
Llevan a sus hijos en la cola y se enrollan alrededor de ellos para protegerlos. Usan su cola para colgarse de las ramas de los árboles o para estirarse y alcanzar nidos de hormigas.
Nguyen me cuenta que a veces las autoridades logran atrapar a traficantes, pero sólo porque les avisa una banda rival.


Pero no han hecho prácticamente nada para detener la venta de productos de pangolín.
Pangolín
Al día siguiente, Nguyen me llevó a Hanoi para que lo vea con mis propios ojos
Visitamos cuatro tiendas de medicina tradicional elegidas al azar en el vibrante casco antiguo de la ciudad.


En tres nos ofrecieron escamas, con la promesa de que nos curarían desde cáncer hasta acné.

Pedían US$1.500 por un kilo.


Cuando les pregunté por qué era tan caro, una mujer me dijo sin reparos: "Porque son exclusivos e ilegales".

Pangolín marinado

También encontramos restaurantes que vendían pangolín a US$250 el kilo.
En uno nos ofrecían traerlo a la mesa vivo, para cortarle allí mismo la garganta. La sangre es afrodisíaca, nos dijeron.


Nos recomendaron comer la carne al vapor y la lengua cortada en trozos para sopa. Luego nos trajeron una botella de vino de arroz con un pequeño pangolín marinándose en su interior.
Pangolín
Nos los vendían por US$200.

La situación era profundamente desagradable

El problema, me explicó Nguyen, no es la gente pobre y sin educación de Vietnam, sino la elite adinerada –las autoridades gubernamentales y los ricos hombres de negocios– que piden pangolín para demostrar su estatus o para celebrar un acuerdo.


"90 millones de vietnamitas no pueden ver más pangolines en su propio país porque unos pocos funcionarios o comerciantes ricos se los quieren comer", me dijo indignado.
"Es repugnante".

Tráfico de animais selvagens é a 4a atividade ilegal mais lucrativa do mundo

Meio Ambiente

O tráfico de vida selvagem ameaça a biodiversidade do planeta e coloca em perigo de extinção diversas espécies.
23 de novembro de 2016 • Atualizado às 08 : 56
Tráfico de animais selvagens é a 4a atividade ilegal mais lucrativa do mundo
Em 2015, 1.175 animais foram abatidos na África do Sul. | Foto: iStock by Getty Images
O tráfico de espécies selvagens é, de acordo com a Comissão Europeia, o quarto negócio ilegal mais lucrativo do mundo, atrás apenas do tráfico de drogas, de seres humanos e do comércio de armas. Estima-se que o lucro anual da atividade gire em torno de oito bilhões a 20 bilhões de euros.


“As causas são, sobretudo, a procura do mercado e a falta de conhecimento do comprador. É mais fácil traficar marfim e chifre de rinoceronte do que drogas. O marfim é mais valioso do que a platina. [Os criminosos] enviam o marfim para a China e regressam da China com drogas ou armas. É por isso que é necessário que a UE trabalhe em conjunto. Precisamos que a Europol (Serviço Europeu de Polícia) lide com esse tipo de crime como um crime organizado”, afirma Catherine.


Foto: iStock by Getty Images
Foto: iStock by Getty Images (via www.istockphoto.com)



Nos últimos anos, o tráfico de vida selvagem alcançou níveis sem precedentes e a procura global por fauna e flora selvagens e produtos derivados não para de aumentar, segundo informações do Parlamento Europeu. Além disso, o baixo risco de detenção e as elevadas contrapartidas financeiras atraem cada vez mais os criminosos organizados, que utilizam os lucros para financiar milícias e grupos terroristas. Os produtos traficados são vendidos por meio de canais legais e os consumidores, muitas vezes, não estão conscientes de sua origem ilegal.


Em fevereiro deste ano, a Comissão Europeia adotou um plano de ação para combater o tráfico de animais selvagens. A região é origem, trânsito e destino do tráfico de espécies ameaçadas de extinção e de espécimes vivos e mortos da fauna e da flora selvagens. A UE destinou 700 milhões de euros para a aplicação do plano, entre 2014 a 2020.


As prioridades do plano de ação da Europa são a prevenção do tráfico, a redução da oferta e da procura de produtos ilegais da fauna e da flora selvagens, a aplicação das regras vigentes e o combate à criminalidade organizada por meio da cooperação entre os serviços de polícia competentes, designadamente a Europol. Também é prioridade a cooperação entre os países de origem, de destino e de trânsito, incluindo apoio financeiro da UE para proporcionar fontes de rendimento a longo prazo às comunidades rurais que vivem em zonas de extensa fauna selvagem.



As consequências do crime
Não são apenas os animais que sofrem com o tráfico de vida selvagem. Esse crime põe em risco também a sobrevivência de muitas espécies vegetais, como árvores de madeiras tropicais, corais e orquídeas. O tráfico ainda gera corrupção, faz vítimas humanas e priva as comunidades mais pobres de receitas que lhes são necessárias.


Dados do Parlamento Europeu mostram que enquanto em 2007, na África do Sul, foram mortos ilegalmente 13 rinocerontes, em 2015 o número subiu para 1.175 animais abatidos. A maioria dos 20 mil rinocerontes ainda existentes no mundo está naquele país. Os chifres do animal são usados na medicina asiática para tratamentos diversos, inclusive de câncer. Também são usados em joalheria e decoração.


Há um século, a estimativa é que a população de tigres no mundo chegava a cem mil. Hoje, se resume a 3.500 animais. Os dentes, os ossos e a pele são utilizados na confecção de artigos de decoração, enquanto os ossos são usados pela medicina tradicional asiática.



Os pangolins, que também correm risco de extinção, são os mamíferos mais traficados do mundo. Esses animais são consumidos como alimento e suas escamas são usadas para fins medicinais. Estima-se que, entre 2007 e 2013, mais de 107 mil espécimes foram confiscados como contrabando.
Foto: Paul Hilton
Pangolins – Foto: Paul Hilton
por Marieta Cazarré – Agência Brasil
 

Parque Estadual da Serra do Mar aposta na acessibilidade


Trilha das Palmeiras com acessibilidade estará disponível em 2017. Foto: Miguel Nema Neto
Trilha das Palmeiras com acessibilidade estará disponível em 2017. Foto: Miguel Nema Neto



A partir do próximo ano, o Núcleo Caraguatatuba do Parque Estadual Serra do Mar (SP) terá um novo atrativo: a Trilha das Palmeiras. O percurso de 700m será totalmente adaptado para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, como idosos, gestantes e crianças pequenas. Os visitantes passearão por um trecho de Mata Atlântica preservada, com passagem sobre o Rio Santo Antônio.


A trilha acessível começa na Sede Administrativa do parque e termina na Prainha, uma piscina natural que é outro atrativo do Núcleo Caraguatatuba. Durante o percurso, que possibilita também atividades de educação ambiental e observação de aves, há três pontos para descanso e realização de piqueniques.


A implantação da trilha acessível não causou impacto ambiental à unidade de conservação, uma vez que o caminho já era utilizado para acesso ao Centro de Visitantes. A obra tem previsão de término no início de 2017.
Ao final da Trilha das Palmeiras uma surpresa aguarda os visitantes. Foto: Miguel Nema Neto
Ao final da Trilha das Palmeiras uma surpresa aguarda os visitantes. Foto: Miguel Nema Neto

Resgatando o cerrado da extinção

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

, artigo de Rafael Loyola

O Brasil e o mundo se preocupam com o desmatamento da Amazônia e o país se comprometeu no Acordo de Paris sobre o clima em zerar o desmatamento ilegal até 2030. Mas, o Cerrado tem taxa de desmatamento 2,5 vezes maior que a Amazônia e pouco se fala sobre isso. Agora, o Governo começa a dar sinais de preocupação com a morte do Cerrado.

 
 
 
O Cerrado alimenta grandes rios como o São Francisco, o Amazonas, o Parnaíba e o Araguaia e é conhecido como a caixa d’água do Brasil. A vegetação nativa que se forma ao longo dos rios cumpre papel fundamental na manutenção da qualidade da água, por evitar a erosão e a entrada de terra e outros detritos no leito do corpo d’água. Estudos mostram que o uso da água depurada pela vegetação custa cerca de 100 vezes menos que o do tratamento da água obtida em áreas desmatadas. Com tanta água disponível e superfícies planas, o Cerrado tem grande vocação agrícola e sua produção alçou o Brasil à posição de segundo maior produtor de alimento do mundo.
 
 
 
Entretanto, toda essa vocação agropecuária que confere ao bioma o título de “celeiro nacional” tem um preço. Metade da área originalmente coberta pelo Cerrado já foi transformada em algo diferente e apenas 8% do bioma é protegido por unidades de conservação. Um complicador é a regulamentação da Lei de proteção da vegetação nativa de 2012, o novo Código Florestal. Na nova legislação, a necessidade de proteção da vegetação ao longo dos rios e topos de morro diminuiu. Como resultado, 40% do que restou do Cerrado poderá ser legalmente convertido nos próximos anos. Sob amparo legal, será possível desmatar o bioma até que apenas cerca de 10% a 15% de sua cobertura original fosse mantida.
 
 
 
As soluções para a conservação do bioma interessam a todos os brasileiros e passam pela manutenção e adoção de políticas públicas com foco no Cerrado. Uma delas é a moratória da soja, por meio da qual a indústria se compromete a não comercializar nem financiar o cultivo de soja produzido em áreas que foram desmatadas. Essa política teve grande sucesso na contenção do desmatamento da Amazônia e é muito bem-vinda para o Cerrado, podendo tornar-se um grande pacto de desmatamento zero no bioma. Assim como essa, outras políticas em andamento precisam de um grande impulso para que sejam mais eficazes ou sejam mais rapidamente implementadas. Contudo, a sinalização da possível expansão da moratória para o Cerrado é uma notícia a ser comemorada.
 
 
 
*Rafael Loyola é doutor em Ecologia, diretor do Laboratório de Biogeografia da Conservação da Universidade Federal de Goiás (CB-Lab/UFG) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.
Fonte: EcoDebate

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Para deixar a Pedra ainda mais Bonita


Voluntárias no mutirão. Foto: Felipe Martins
Voluntárias no mutirão. Foto: Felipe Martins


No domingo, a Pedra Bonita, um dos pontos turísticos do Parque Nacional da Tijuca (RJ), recebeu um público especial: cerca de 40 voluntários reunidos em um mutirão organizado para o reflorestamento do local. A ação organizada pelo parque nacional plantou 300 mudas de plantas nativas e retirou 1.200 m² de capim, que é espécie exótica invasora do bioma Mata Atlântica. De acordo com a organização do evento, a Pedra Bonita foi escolhida como palco da força-tarefa voluntária em razão dos recentes incêndios que aconteceram no local.


As mudas plantadas foram todas produzidas no próprio parque, também graças à mão-de-obra voluntária. Haviam espécimes de palmito jussara, ipê amarelo, pitanga, azulzinha, grumixama, cedro rosa, cambucá, ingá e copaíba – todas espécies nativas da unidade de conservação. A partir do plantio, será feito um acompanhamento quinzenal das mudas e um controle da rebrota do capim que foi retirado.


O evento fez parte da terceira edição da campanha “Dia Verde”, que visa o plantio de árvores nativas em todo Brasil, e estimula a participação e o engajamento das pessoas na ação, como parte também de uma iniciativa de educação ambiental.


Dentre as atividades realizadas no mutirão, além do plantio das mudas, também houve coleta de lixo e a orientação aos visitantes com relação às condutas adequadas dentro do parque, principalmente com relação aos impactos e prejuízos causados pela presença de cães na Pedra Bonita.


Este foi o 130º mutirão de atividade voluntária organizado pelo Parque Nacional da Tijuca. O parque nacional possui um programa de voluntariado que inclui atividades regulares todas as semanas, às terças, quartas, quintas e sábados, em diferentes setores do parque. Para se informar melhor ou se cadastrar como voluntário para futuros eventos, acesse o link.


Equipe de Voluntários do 130º mutirão do Parque Nacional da Tijuca. Foto: Derli Oliveira
Equipe de Voluntários do 130º mutirão do Parque Nacional da Tijuca. Foto: Derli Oliveira
Voluntários no Mutirão. Foto: Felipe Martins
Voluntários no Mutirão. Foto: Felipe Martins

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Gisele Bündchen chora ao sobrevoar a Amazônia e constatar o que a pecuária fez com a floresta


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Ver com os próprios olhos é diferente do que ler a respeito.




A supermodelo Gisele Bündchen participou de uma série do canal de TV por assinatura National Geographic que fala sobre ambientalismo. Gisele foi convidada a visitar seu país natal para sobrevoar a Floresta Amazônica e entender como a pecuária é prejudicial ao meio ambiente.


Em um pequeno avião e acompanhada de um ativista ambiental, Gisele recebeu informações sobre como a produção de carne tem transformado uma das florestas mais importantes do mundo em pasto. É claro que Gisele já havia lido a respeito ou assistido a algum documentário, mas ver com os próprios olhos fez com que a gaúcha derramasse lágrimas, literalmente.


Gisele ficou chocada ao saber que 20% da floresta, que ela considerava na infância ser um lugar mágico e indestrutível, já foi completamente devastada pela pecuária. Ela também ficou impressionada quando Paulo Adario, um dos fundadores da ONG Greenpeace Brasil, mencionou que 65% de todo o desmatamento da Floresta Amazônica está diretamente ligado à ação dos pecuaristas.


Paulo explicou que tudo começa com os madeireiros ilegais, que abrem estradas e retiram árvores com alto valor comercial. Então, os pecuaristas chegam e queimam todas as outras árvores que restaram no local e abrem imensos pastos para colocar a criação de gado.


“Quando você come um hambúrguer não se dá conta de que aquele hambúrguer vem da destruição da floresta tropical.” – disse Paulo. Gisele, claro, ficou desolada ao ver de perto o que o simples hábito de comer carne pode fazer de mal para o planeta.


Não há informações sobre se Gisele deixou de comer carne, mas a experiência foi evidentemente forte o bastante para fazê-la repensar seus hábitos.


Nos Estados Unidos, o episódio da série Years of Living Dangerously com Gisele foi ao ar na noite da última quarta-feira (16). No Brasil, o episódio deve ir ao ar no dia 27/11.


Assista ao vídeo (em inglês) | Link alternativo